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Nicolas Flamel nasceu em 1330 em Pontoise e trabalhou como bibliotecário. Aos vinte e oito anos comprou um antigo livro de autoria de Abraham, o Judeu, com textos e desenhos estranhos que o deixaram curioso.

Durante anos o estudou, passando a conhecer a Grande Obra, sem no entanto saber qual era a Matéria Prima. Casando-se com uma viúva de boa situação financeira, pode dedicar-se totalmente aos estudos, percorrendo o Caminho de Santiago de Compostela e encontrando um mestre que lhe transmitiu o conhecimento necessário para identificar a matéria prima. Este mestre lhe deu a chave para decifrar um misterioso manuscrito feito numa casca de árvore, que vinha torturando Flamel durante anos.  No ano de 1380 diz-se que ele conseguiu produzir prata, e cerca de 10 anos depois ele mantinha uma extensa obra de caridade com hospitais, cemitérios, abrigos para viajantes que custavam uma fortuna em manutenção. Mesmo gastando esta fortuna, continuava a morar numa casa humilde e sua figura não chamava atenção quer pelas roupas ou comportamento. Ainda assim, os donativos enormes atraíram fiscais do tesouro do Rei Carlos V, que inclusive em 1379 proibiu toda e qualquer pratica alquímica no reino. Conta-se que Flammel nunca mentiu ao fiscal do Rei, e sua sinceridade fez com que este não só o poupasse como se tornasse o depositário de escritos e uma amostra da Pedra Filosofal.

Durante sua vida escreveu "O Livro das Figuras Hieroglíficas" em 1399, "O Sumário Filosófico" em 1409 e  "Saltério Químico" em 1414.  Houve outro período em que Flammel começou a atrair a atenção da corte, pois aos 60 anos ele e sua esposa conservavam aparência jovem e saúde, mas há um relato de que tenha falecido em 1417.

Oração de Nicolas Flamel


Deus todo-poderoso, eterno, pai da luz, de quem provém todos os bens e todos os bens perfeitos,
imploro vossa misericórdia infinita;
deixai-me conhecer vossa sabedoria eterna;
aquela que circunda vosso trono, que criou e fez,
que conduz e conserva tudo.
Dignai-vos enviá-la do céu a mim, de vosso santuário,
e do trono de vossa glória, a fim de que ela esteja
em mim e opere em mim; é ela que é a senhora de todas as artes celestes e ocultas, que possui a ciência
e a inteligência de todas as coisas.
Faz com que ela me acompanhe em todas as minhas obras que, por seu espírito, eu tenha a verdadeira inteligência, que eu proceda infalivelmente na nobre arte à qual estou consagrado, na busca de miraculosa pedra dos sábios que ocultastes ao mundo, mas que tendes o hábito de descobrir ao menos a
vossos eleitos.
Que essa grande obra que tenho a fazer cá embaixo
seja começada, continuadas e concluídas ditosamente por mim; que, contente, goze-a para sempre. Imploro-vos, por Jesus Cristo, a pedra celeste, angular, miraculosa e estabelecida por toda eternidade, que comanda e reina convosco.

 

 


Paracelso

(Aureolus Phillippus Teophrastus Bombast von Hohenheim) nasceu em 1493 nas montanhas da Suíça, filho de um médico que mais tarde lhe ensinou a profissão. O conhecimento do Ocultismo esteve sempre em sua família, pois seu avô Georg Bombast von Hohenhein foi Grão Mestre da Ordem dos Cavaleiros de São João, sucessora da Ordem dos Cavaleiros Templários. Os conhecimentos alquímicos e médicos fizeram parte de sua formação profissional. Fez cursos nas Universidades da Alemanha, Áustria, França e Itália, estudando Medicina em Viena com Nicolo e em Ferrara, com Trithemius (alquimista e célebre abade do convento de São Jorge, em Wurzburg) e obtendo seu grau de doutor em 1515. Entre 1517 e 1524 viajou com exércitos como médico, e nas jornadas pelo Oriente acumulou novos conhecimentos alquímicos. A Alquimia, para ele, não tinha o intuito de transformar metais em ouro, mas sim servir como instrumento auxiliar no restabelecimento da saúde, sendo utilizada como base para o preparo dos medicamentos minerais, através de técnicas alquímicas  de separação e purificação.

Paracelso combateu os princípios da medicina da época, obscuros, misto de magia e crendices, e propôs o uso de elementos químicos para produzir medicamentos. Seu pensamento antecipou a crença do princípio vital energético (mais tarde associado à idéia de alma), os princípios da homeopatia, farmacologia, medicina psicossomática e psicologia. Estas idéias chocaram a comunidade universitária da época, e ele ganhou o título de médico maldito, o que lhe trouxe dificuldades financeiras graves. Há relatos de que faleceu em 1541, porém depois ao seu ser exumado seu corpo foi encontrado o osso pélvico de um corpo de mulher, o que sugere que poderia ter sido trocado, ou dissimulou uma fuga


Roger Bacon

Nascido em 1214 na Inglaterra, estudou em Oxford, e foi professor de Filosofia. A um dado ponto, decidiu abandonar a carreira universitária para se tornar monge franciscano, e no retiro dos mosteiros produziu grande quantidade de pesquisa científica e escritos de altíssima qualidade, graças à paz e concentração que o ambiente lhe proporcionava: trabalhou na correção do calendário Juliano, aperfeiçoou instrumentos ópticos e telescópios, mas seu constante questionamento filosófico e vínculos com sociedades de estudos herméticos como a Ordem Rosae Crucis o indispôs com a Ordem, que o manteve prisioneiro, sendo que o Papa Clemente IV ordenou pessoalmente a sua soltura. Após a morte do Papa, ele foi novamente perseguido e preso, vindo a morrer em 1294. Os anos de cárcere foram incrivelmente frutíferos, escreveu sua maior obra, uma enciclopédia chamada Opus Majus, que ficou perdida até 1733, quando foi publicada. Os textos alquímicos de sua autoria foram publicados no séc. XVII reunidos sob o nome de Tesouro Alquímico de Roger Bacon, contendo os seguintes livros: Alquimia Maior,  O Espelho da Alquimia, Sobre o Leão Verde, Breviário do dom de Deus, Os Segredos dos Segredos.

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